Thursday, November 13, 2008

Quase ninguem percebe porque.

Tuesday, July 15, 2008

Castelo de vide 4 manga

Estava definida uma manga de 136 km no briefing, aonde acabariam por chegar 19 pilotos no fim.
Eu descolei bem posicionado e num bom ciclo, com muita gente a marcar as térmicas lá subi ao fim de algum tempo, derivando pra traz cada vez mais aos 1300 com alguns outros pilotos, uma vez que de qualquer das formas não conseguiria chegar novamente à aterragem oficial porcausa do vento forte e da falta de penetração da minha asa.
Subir mais que aquele patamar não se mostrava fácil, mas com alguma facilidade cheguei na linha de Valência de Alcântara, lugar aonde havia aterrado na segunda manga. Aqui a confiança aumentou, e depois de uma grande descendente consegui pela primeira vez subir até aos 2000 e qualquer coisa. Apontado na rota e com alguns pilotos em vista, segui em direcção a uma crista e por cima da estrada, por uma linha que não era das melhores. Perdi muita altura e cheguei na crista tendo lá encontrado mts pássaros e uma asa, mas sempre no zeranço. O erro do voo foi cometido nesta fase, o lugar era um bom gatilho e seria uma questão de paciência esperar no zero até conseguir subir, mas aos cerca de 1100 metros decidi seguir em direcção da baliza, e tentar apanhar a térmica depois da crista pra poder passar uma zona de árvores com poucas aterragens. Apanhei uma grande descendente e com receio de ficar no sotavento entre a primeira crista e a segunda acelerei a fundo, mas a velocidade não era muita. Já baixo, a cerca de uns 700 metros tentei apanhar uma térmica no sotavento de uns lagos, e acabei por apanhar um +1.5 que poderia dar pra subir tendo chegado aos 900, mas o esforço não compensou, e acabei no chão, a uns meros 26km.

Wednesday, June 25, 2008

Castelo de Vide - 2 Manga

A minha primeira manga e primeira experiência de competição.
Consegui ficar bem posicionado na descolagem, à frente e aonde eu queria. Logo após o Start e um Wind dummy subir descolaram todos quem nem loucos, e eu esperei um pouco pra não sair na confusão.
Pela primeira vez subi em Castelo de Vide, depois do Bad Karma que têm sido os meus voos aqui, e no meio da molhada lá subi até aos 1300m. Como não estava ninguém a sair naquela hora, resolvi ficar um pouco mais por ali a engonhar pra ver o que acontecia, acabei por sair pro start a menos altitude do que aquela que estava da primeira vez em direcção ao Marvão.

Fui meio que boiando até lá, aonde cheguei na altura do castelo. Fiz uma ou duas piscinas e consegui subir, queria garantir bem a transição a partir daqui porque não me parecia agradável o sotavento do Marvão com poucas aterragens.
A partir dai comecei a ser ganancioso, e pensei que ia chegar ao golo mas ainda não tinha feito a baliza. Ia mais ou menos na direcção com ela à minha esquerda, e o plano era passar por cima de Valencia de Alcantra, apanhar a ascendente passar na baliza ao mesmo tempo e seguir caminho, mas quando reparei o raio da baliza só tinha 400 metros, que na minha cabeça era uma coisa mais larga. Apontei pro meio dela e a partir dai apanhei uma descendente até ao chão, mas ainda fiz a baliza. Penso que devia ter me antecipado e seguido com a baliza à minha direita pra depois passar por ela com o vento de costas, ou então ter garantido mais altitude, mas acabei por acreditar demais quando não ia assim tão alto e acabei ali a manga.

Soube me a pouco num dia com muita gente no golo, principalmente porque acho que tinha capacidade de lá chegar, mas fica para a próxima.

Wednesday, June 11, 2008

La Parra - 65km

PBLH: 0.2355E+04
CAPE: 0.1536E+02
O meu objectivo neste dia era fazer 50km e tentar ultrapassar as árvores que me impediram o voo anterior. Havia traçado uma rota no gps com 4 ou 5 aldeias, que acabei por abandonar uma vez que todos os outros pilotos seguiram mais a sul, e o plano era irmos em conjunto.
O voo começou com uma quase marreca, aonde acabei por tirar uma térmica potente colado à aterragem que me levou mais depressa lá pra cima que os outros pilotos que estavam a subir na crista.

O Driu (que conhece La Parra como as palmas) mais ou menos aos 1600 atirou se para trás, e desafiou nos no rádio dizendo que a altitude que tínhamos já era suficiente, ao que se seguiu o Saiote e o Jorge. Eu queria ganhar mais logo no inicio para facilitar as primeiras transições que são feitas inteiramente por cima de árvores e com poucas aterragens, afinal altitude é gasolina no tanque. Já na crista por trás, encontrei o Saiote baixo e o Driu a lamber o chão, e fiquei contente por ter subido mais antes. O Saiote apanha um tiro que o faz subir mais rápido do que o tempo que levei a chegar a térmica dele, e a partir dai fiz o voo todo sozinho.
Segui aos 2025m derivando mais para sul para garantir uma rota com aterragens, quando uma descendente gigante deixa me aos 800m, com o sol um pouco mais à minha frente e um monte que dava um bom gatilho, era ali que eu queria subir (15km). Depois de apanhar umas coisas fracas, aos 880m metros mais ou menos apanhei um canhão que não sei bem como deixou me a ver a asa e o chão ao mesmo tempo, mas sem nunca perder pressão na asa nem fechar depois de umas duas ou tres voltas mais violentas estabilizei a coisa e subi novamente até aos 1800.



A partir daqui todo o voo foi feito muito cautelosamente para não ficar tão baixo novamente, sempre enrolando zerinhos para fugir a grandes descendentes. Passado Jerez de los Caballeros (25km) depois de hora e meia de voo (lugar aonde tinha aterrado no ultimo voo para não seguir por um caminho em que eu só via árvores) decidi arriscar pelo meio de um deserto (sem estradas) e tentar chegar a Oliva de la Frontera (37km). Levei mais uma hora para fazer 15 km sempre mantendo uma altitude razoável (entre 1500 e 2100) aonde finalmente os campos arborizados davam lugar à planície alentejana. Nesta altura eu sabia que o Driu e o Jorge estavam à minha frente, calculava a uns 15 km de mim, mas nunca os consegui ver. Segui por cima de uma estrada entre muita sombra sempre a procurar as partes ao sol até Valencia de Mombuey (52km) a ultima aldeia antes da fronteira. A esta altura já tinha conseguido o meu objectivo do dia dos 50km, e queria conseguir passar a fronteira e fazer mais 20km para tentar alcançar os 70km que tenho como objectivo fazer este ano. Neste ponto resolvi para tentar fazer mais km avançar com La Parra a 180º na direção para onde seguia de forma a tentar fazer mais km, mas à minha frente já havia demasiada sombra e eu com receio de esperar mais tempo decidi seguir e tentar a sorte por cima de uma floresta ao lado de Amareleja (63km) que eu apostava dar térmica. Não aconteceu, ainda tentei sobreviver por cima de um campo com painéis solares, mas a térmica estava muito partida e acabei por ir para o chão aos 65km. Fiz o voo todo sem usar acelerador (só nas descendentes) e muito devagar para conseguir ultrapassar as partes com pouca aterragem.

Atingi os meus objectivos mas não fiquei completamente satisfeito porque o dia tinha potencial para bastante mais. 65km de voo farofa; o meu record até agora mas com sabor a pouco (faltaram 5km).

65.4km em 3:23h
Tracklog aqui

Sunday, June 8, 2008

La Parra - 28.8km

PBLH: 0.2411E+04
O primeiro voo em La Parra, correu bem por vários motivos. Depois de subir até aos 2000, houve um compasso de espera para ver se mais alguém do grupo de tugas que foi pra lá saía pra distancia, como ninguém tomava iniciativa tive de decidir. Tinha um objectivo modesto delineado no inicio do dia uma vez que não conhecia o local. Jerez de los Caballeros, a 27 km da deco e que ficava na direcção do vento. Fiz uma pequena análise do local e dos voos feitos no google earth, e preparei me para o voo.

Na primeira transição que fiz a derivar num zero enrolando devagar, e sempre esperando que alguém me apanhasse, vi uma vila ao fundo que pensava ser o meu objectivo aonde chegava com facilidade. Qual o espanto quando vejo no GPS que afinal não era aquela, mas ainda estava bastante longe. O dia estava bastante clássico na minha opinião, térmica seguida de descendente (que eu teimo em acreditar que não existe no sotavento da térmica) e o voo todo entre os 1000 e os 2000 sem muito trabalho. A certo ponto tive duas hipóteses, uma em que via muitos descampados e poucas estradas a sul, e outro com muito verde (árvores) a sudoeste, na direcção de volta a casa. Optei pela segunda pela facilidade da recolha e com esperança de que não via descampados por estar pelos 1000 metros, aos 2000 a perspectiva ia me permitir ver campos abertos mas afinal não. Ainda fiz um bocado em contra vento e tive de abortar o voo com bastante altitude pois não tinha mais opções de pouso a partir dali.


Fiquei satisfeito com o objectivo cumprido, mas o trabalho de casa foi mal feito na procura de rotas pelo google earth, que facilmente me podia ter permitido mais km.

28.8 km em 2:18:27
Tracklog aqui

Monday, June 2, 2008

1º Estágio Team AVLS 2008

No meio de previsões meteo muito más, decidimos arriscar no que ia ser o primeiro estágio com o apoio do Psicólogo Desportivo que o clube contratou para nós esta época.
Logo no inicio uma pane completa no vário que tive de resolver durante o briefing, ajudando muito a desconcentração para o voo. Acabei por aterrar num terreno com porcos, numa aterragem improvisada depois de uma descendente com vento de frente que não me deixou chegar até à official.
Dois dias voados em quatro no sul de Espanha (Algodonales e El Bosque), sempre com vento muito forte focalizando o trabalho no uso do acelerador.

1º dia:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=7256


3º dia:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=7257




Aqui ficam os vídeos do Paulo Reis para ilustrar:


Monday, May 12, 2008

Vendo material.

Selling wing and harness.

Up Kantega 2 de 2007. (DHV 1-2)~
Tamanho S
Sempre dobrada em concertina
Está a venda porque vou comprar uma DHV2
38 voos. (cerca de 63 horas)





E uma sellet Up Everest M de 2006
também em excelente estado.


Contacto traviz (@) netcabo (ponto) pt

Castelo de Vide 2008

Já está no ar o site da primeira prova do campeonato português de parapente 2008.

Desta vez eu fui o responsável por criar a imagem e o site do evento que podem visitar abaixo:





Agora é so preparar as baterias para aquela que vai ser a minha primeira competição em parapente.

Thursday, May 1, 2008

Azinha, o resumo dos erros.

Tracklog:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6376
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6377

PBLH: 0.1952E+04
05 de Abril 2008
As decisões precipitadas:
No primeiro voo em que cai pro vale de Manteigas, eu desde o topo da primeira térmica que havia vindo com o Paulo Nunes por cima da crista. E já ai cometi um erro. O dia era de vento quase zero, mas no entanto haviam ali umas brisas locais, o que me levou a interpretar tudo como se houvesse vento. Fiz o voo todo a contar com uma deriva da térmica que provavelmente não existia.
Em vez de ter feito a crista mais do lado do Sol, fiz mais do lado da sombra a contar com a tal deriva.
A precipitação que me fez ir para o chão foi não esperar subir mais para continuar em frente.
O dia tava difícil nessa hora, e não se passava dos 1900. Eu tava nos 1700 e como o P Nunes seguiu pela crista um pouco mais alto que eu eu resolvi ir também Ele do lado certo da crista apanhou uma térmica que o levou mais pra cima ainda, e eu pensei que mais à frente apanharia também Não apanhei, e vi me do lado errado da crista a cair. Já não dava pra voltar pro certo porque tinha vento de frente e fui por ali abaixo que nem um desalmado.
Moral -> mais vale voltar um pouco e tentar subir mais aonde sabes que sobe do que ir pra frente que nem um parvinho crente.
Aterrei com alguma violência em Manteigas a -2 e decidi não voar mais nesse dia. Ainda por cima o Miguel disse pra eu arranjar uma boleia pra baixo. Por acaso arranjei mesmo, e fiquei sentado cabisbaixo em frente aos belgas. Quando passa a carrinha, resolvi ir pra cima, e fui pro segundo voo.
Térmica limpinha da deco até aos 3400. Subi a com o Nuno Virgílio, que se pos a andar mais rápido do que eu era capaz de o acompanhar, e quando o perdi pensei que ele tivesse seguido naquela direcção (sudoeste sensivelmente pra fora da serra).
Eu numa de tentar fazer km, segui também. Passei por Linhares que tinha o vento de lado e resolvi não ir lá fazer nada, e nunca mais peguei nenhuma ascendente.
Moral -> A gulodice paga se caro. Se eu tivesse ficado na serra e ido até à torre de novo tinha feito um triângulo bem jeitoso.

Total: 16 km em 53 minutos.


track:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6375

CAPE: 0.3456E+02
PBLH: 0.2766E+04
06 de Abril:
A previsão era descambar, por isso o meu pensamento era descolar o quanto antes.
Já com um cumulo enorme por cima da deco, eu lanço me pouco depois do saiote e de outro alemão. O Lacerda tava a fazer doce na descolagem, eu devia ter desconfiado...
Não aprendendo com a moral do dia anterior e com medo da nuvem, não só descolei demasiado cedo (quase hora e meia antes do Lacerda) como uma vez no topo e baixo (1900) lancei me pro XC outra vez. Por pouco não conseguia chegar na crista que fica antes de Gonçalo, e ai insisti um pouco e subi uns 200 metros mas já era tarde. Não estava nada a funcionar e apanhei uma descendente contra o vento em direcção à aterragem que eu tinha definido. Passado cerca de 20 minutos vejo 4 manos estratósfericos a passar por cima de mim.
Moral -> que raio. é pra aprender.



Total: 9,8km em 1:03

Agora aposto que no próximo voo vou ficar a engonhar até não dar pra descolar.

Alcaria ruiva, 23km

PBLH: 0.1393E+04
CAPE: 0.3494E+01
21/03/2008
Logo na saída, resolvi descolar depois do Paulo Nunes pra poder fazer o voo com ele, e entretanto andavam ali uns 2 ou 3 pilotos que me podiam servir de referencia no ar. Dei umas poucas voltas e fui um pouco pra frente, quando apanhei a térmica que me levou até quase á nuvem. O vento ali tava forte pra minha asa, virado contra vento eu andava prai a 5 ou 8 km por hora as x. Cena estranha que me apercebi que eu subia mais na térmica quando me punha de costas pro vento, normalmente é ao contrario cmg. Lá subi, e vi o Ivo (que na altura não sabia quem era) a enrolar um pouco mais afastado do monte, fui derivando na térmica até me encontrar com ele, e
partilhamos durante um bom bocado. Lá em cima, a coisa ia mantendo uma leve ascendente, então meti o acelerador à cão e levei um fecho. É pra aprender.
Depois foi uma descendente brutal durante bue tempo, nunca mais consegui subir tanto outra x. A partir dai, comecei a medir os campos que se aproximavam para aterrar, via tudo á sombra e uma cobertura enorme de cirros por cima. Procurei escolher as partes em que o sol estava mais claro, e segui a direita da estrada que era menos acidentada e podia aterrar de qualquer maneira. De x em quando lá encontrava um zero, enrolava, derivava, subia um pouco, descia outro tanto, e fui assim no voo do crocodilo até Alcaria de Javazeres. Depois fiquei "preso", tinha tado a voar sempre por cima da estrada pra não ficar apeado, e não me apercebi que depois dessa aldeia a estrada era de terra. Já não tinha planeio pra voltar a Nacional, então resolvi tentar subir ali, eu tinha de estar alto pra passar aquele bocado sem caminhos. Depois de algumas voltas apanhei uma descendente e fui pro chão, porque já estava muito baixo.

Não houve muito bem uma estratégia pra fugir ao pelotão. Houve uma altura na primeira térmica que aquilo começou a não subir muito o Ivo continuou a enrolar, e eu resolvi ir me embora. Logo depois arrependi me porque nunca mais parava de descer, e o Ivo tava lá bue em cima, mas já tava feito eu tinha era de ir pra frente.

Eu curti bastante do spot hehe, fiz o voo meio sem querer mas pronto. Na próxima x: -Escolho o terreno mais acidentado pra voar por cima e nada de sair no sotavento da térmica (eu acredito sempre que desta vez não vai ter uma descendente)


Foi técnica ou sorte ter me safado? Eu acho sempre que é mais sorte. Esqueço a técnica toda quando vou voar, e sigo por ali um bocado por instinto.
Normalmente eu "esbarro" com as térmicas, ou a asa me puxa pra lá.

tracklog:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6167



Total 23km em 1:02 minutos.

Wednesday, April 23, 2008

O que é Farofa?

Voo farofa é aquele voo num dia muito bom, com térmica pra todo o lado e em que se sobe de qualquer maneira.

Por consequencia:
Farofa: Situação em que ninguém obedece porra nenhuma de regras de vôo.


Farofa também é uma comida.

Venham por isso muitos voos farofa.

Voos passados


Misto - Brasil/Espanha/Portugal


Algodonales - Spaña


Nova Iguaçu - Brasil


Itaguaí - Brasil