Wednesday, June 25, 2008

Castelo de Vide - 2 Manga

A minha primeira manga e primeira experiência de competição.
Consegui ficar bem posicionado na descolagem, à frente e aonde eu queria. Logo após o Start e um Wind dummy subir descolaram todos quem nem loucos, e eu esperei um pouco pra não sair na confusão.
Pela primeira vez subi em Castelo de Vide, depois do Bad Karma que têm sido os meus voos aqui, e no meio da molhada lá subi até aos 1300m. Como não estava ninguém a sair naquela hora, resolvi ficar um pouco mais por ali a engonhar pra ver o que acontecia, acabei por sair pro start a menos altitude do que aquela que estava da primeira vez em direcção ao Marvão.

Fui meio que boiando até lá, aonde cheguei na altura do castelo. Fiz uma ou duas piscinas e consegui subir, queria garantir bem a transição a partir daqui porque não me parecia agradável o sotavento do Marvão com poucas aterragens.
A partir dai comecei a ser ganancioso, e pensei que ia chegar ao golo mas ainda não tinha feito a baliza. Ia mais ou menos na direcção com ela à minha esquerda, e o plano era passar por cima de Valencia de Alcantra, apanhar a ascendente passar na baliza ao mesmo tempo e seguir caminho, mas quando reparei o raio da baliza só tinha 400 metros, que na minha cabeça era uma coisa mais larga. Apontei pro meio dela e a partir dai apanhei uma descendente até ao chão, mas ainda fiz a baliza. Penso que devia ter me antecipado e seguido com a baliza à minha direita pra depois passar por ela com o vento de costas, ou então ter garantido mais altitude, mas acabei por acreditar demais quando não ia assim tão alto e acabei ali a manga.

Soube me a pouco num dia com muita gente no golo, principalmente porque acho que tinha capacidade de lá chegar, mas fica para a próxima.

Wednesday, June 11, 2008

La Parra - 65km

PBLH: 0.2355E+04
CAPE: 0.1536E+02
O meu objectivo neste dia era fazer 50km e tentar ultrapassar as árvores que me impediram o voo anterior. Havia traçado uma rota no gps com 4 ou 5 aldeias, que acabei por abandonar uma vez que todos os outros pilotos seguiram mais a sul, e o plano era irmos em conjunto.
O voo começou com uma quase marreca, aonde acabei por tirar uma térmica potente colado à aterragem que me levou mais depressa lá pra cima que os outros pilotos que estavam a subir na crista.

O Driu (que conhece La Parra como as palmas) mais ou menos aos 1600 atirou se para trás, e desafiou nos no rádio dizendo que a altitude que tínhamos já era suficiente, ao que se seguiu o Saiote e o Jorge. Eu queria ganhar mais logo no inicio para facilitar as primeiras transições que são feitas inteiramente por cima de árvores e com poucas aterragens, afinal altitude é gasolina no tanque. Já na crista por trás, encontrei o Saiote baixo e o Driu a lamber o chão, e fiquei contente por ter subido mais antes. O Saiote apanha um tiro que o faz subir mais rápido do que o tempo que levei a chegar a térmica dele, e a partir dai fiz o voo todo sozinho.
Segui aos 2025m derivando mais para sul para garantir uma rota com aterragens, quando uma descendente gigante deixa me aos 800m, com o sol um pouco mais à minha frente e um monte que dava um bom gatilho, era ali que eu queria subir (15km). Depois de apanhar umas coisas fracas, aos 880m metros mais ou menos apanhei um canhão que não sei bem como deixou me a ver a asa e o chão ao mesmo tempo, mas sem nunca perder pressão na asa nem fechar depois de umas duas ou tres voltas mais violentas estabilizei a coisa e subi novamente até aos 1800.



A partir daqui todo o voo foi feito muito cautelosamente para não ficar tão baixo novamente, sempre enrolando zerinhos para fugir a grandes descendentes. Passado Jerez de los Caballeros (25km) depois de hora e meia de voo (lugar aonde tinha aterrado no ultimo voo para não seguir por um caminho em que eu só via árvores) decidi arriscar pelo meio de um deserto (sem estradas) e tentar chegar a Oliva de la Frontera (37km). Levei mais uma hora para fazer 15 km sempre mantendo uma altitude razoável (entre 1500 e 2100) aonde finalmente os campos arborizados davam lugar à planície alentejana. Nesta altura eu sabia que o Driu e o Jorge estavam à minha frente, calculava a uns 15 km de mim, mas nunca os consegui ver. Segui por cima de uma estrada entre muita sombra sempre a procurar as partes ao sol até Valencia de Mombuey (52km) a ultima aldeia antes da fronteira. A esta altura já tinha conseguido o meu objectivo do dia dos 50km, e queria conseguir passar a fronteira e fazer mais 20km para tentar alcançar os 70km que tenho como objectivo fazer este ano. Neste ponto resolvi para tentar fazer mais km avançar com La Parra a 180º na direção para onde seguia de forma a tentar fazer mais km, mas à minha frente já havia demasiada sombra e eu com receio de esperar mais tempo decidi seguir e tentar a sorte por cima de uma floresta ao lado de Amareleja (63km) que eu apostava dar térmica. Não aconteceu, ainda tentei sobreviver por cima de um campo com painéis solares, mas a térmica estava muito partida e acabei por ir para o chão aos 65km. Fiz o voo todo sem usar acelerador (só nas descendentes) e muito devagar para conseguir ultrapassar as partes com pouca aterragem.

Atingi os meus objectivos mas não fiquei completamente satisfeito porque o dia tinha potencial para bastante mais. 65km de voo farofa; o meu record até agora mas com sabor a pouco (faltaram 5km).

65.4km em 3:23h
Tracklog aqui

Sunday, June 8, 2008

La Parra - 28.8km

PBLH: 0.2411E+04
O primeiro voo em La Parra, correu bem por vários motivos. Depois de subir até aos 2000, houve um compasso de espera para ver se mais alguém do grupo de tugas que foi pra lá saía pra distancia, como ninguém tomava iniciativa tive de decidir. Tinha um objectivo modesto delineado no inicio do dia uma vez que não conhecia o local. Jerez de los Caballeros, a 27 km da deco e que ficava na direcção do vento. Fiz uma pequena análise do local e dos voos feitos no google earth, e preparei me para o voo.

Na primeira transição que fiz a derivar num zero enrolando devagar, e sempre esperando que alguém me apanhasse, vi uma vila ao fundo que pensava ser o meu objectivo aonde chegava com facilidade. Qual o espanto quando vejo no GPS que afinal não era aquela, mas ainda estava bastante longe. O dia estava bastante clássico na minha opinião, térmica seguida de descendente (que eu teimo em acreditar que não existe no sotavento da térmica) e o voo todo entre os 1000 e os 2000 sem muito trabalho. A certo ponto tive duas hipóteses, uma em que via muitos descampados e poucas estradas a sul, e outro com muito verde (árvores) a sudoeste, na direcção de volta a casa. Optei pela segunda pela facilidade da recolha e com esperança de que não via descampados por estar pelos 1000 metros, aos 2000 a perspectiva ia me permitir ver campos abertos mas afinal não. Ainda fiz um bocado em contra vento e tive de abortar o voo com bastante altitude pois não tinha mais opções de pouso a partir dali.


Fiquei satisfeito com o objectivo cumprido, mas o trabalho de casa foi mal feito na procura de rotas pelo google earth, que facilmente me podia ter permitido mais km.

28.8 km em 2:18:27
Tracklog aqui

Monday, June 2, 2008

1º Estágio Team AVLS 2008

No meio de previsões meteo muito más, decidimos arriscar no que ia ser o primeiro estágio com o apoio do Psicólogo Desportivo que o clube contratou para nós esta época.
Logo no inicio uma pane completa no vário que tive de resolver durante o briefing, ajudando muito a desconcentração para o voo. Acabei por aterrar num terreno com porcos, numa aterragem improvisada depois de uma descendente com vento de frente que não me deixou chegar até à official.
Dois dias voados em quatro no sul de Espanha (Algodonales e El Bosque), sempre com vento muito forte focalizando o trabalho no uso do acelerador.

1º dia:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=7256


3º dia:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=7257




Aqui ficam os vídeos do Paulo Reis para ilustrar: