Saturday, April 4, 2009

Verbier 4/4

Cheguei as 9:30 a Verbier e subi o teleférico aonde fiz hora até a "hora do pau" começar. Enquanto o pessoal descolava com vento de costas (calculo que na casa dos 5kmh) eu esperei até ver a primeira asa subir térmica.

Dito; descolagem em alpino por causa da neve et voilá. Subir a primeira térmica do dia até ao tecto acompanhado por algumas asas, e era hora então de me pisgar pra algum lado. Vi uma nuvem fantástica formada à direita, no pico depois de Verbier e fiz uma linha recta até la. Térmica forte (media de 4m/s com picos nos 7, mas sempre super soft)
Subi, voltei, pisguei me pra esquerda e comecei a enrolar com outras asas e com um planador. A ideia agora era fazer um pequeno triângulo picando o cume do outro lado do vale, depois de ter feito tecto aos 3000 atirei me pra lá com um cumulo em vista, embora se estivesse a desformar. Cheguei praticamente sem perder nada e na hora certa pois havia outro ciclo a iniciar (cheguei nessa hora por acaso..) e resolvi voltar novamente para o primeiro pico que tinha feito. Procurei a térmica depois da linha de árvores antes da neve e comecei a enrolar com dois planadores a que foi provavelmente a mais forte do dia.

Foi um voo tenso, tive muito tempo com os músculos presos pela falta de prática de enrolar, ou por algum receio de não conhecer o local, mas senti a me à vontade para explorar pois o dia estava matemático, em cada lugar que eu calculava uma térmica ela estava lá.

Já no topo da térmica e com o vale por trás da descolagem á vista, avistei uma eólica solitária lá em baixo a indicar me que o vento na direcção de casa estava contra, e na casa dos 30km calculados a olhometro. Continuei na direcção do vale para trás sem certeza ainda da opção a tomar entre voltar pra verbier, seguir em direcção a casa ou atirar me pelo vale a fora com vento de costas.

Não quis voltar, nem quis voltar costas ao vento, porque depois ia ter de apanhar um comboio/boleia sabe se lá aonde, e a brincadeira ia acabar por sair cara. Logo fiz uma linha recta ao nariz que divide dois vales, aonde cheguei mais uma vez praticamente sem perder. O plano era bom, a encosta estava contra o sol, e havia uma cadeia de cúmulos formada por cima dela, e até apanhei qlqr coisinha que subia, mas comecei a ficar preocupado com isto e com aquilo (rotores, porque estava no leeside basicamente) Portanto pra evitar isso, resolvi que ia contornar o nariz pelo largo, mais pelo meio do vale, e ai foi uma descendente quase até lá abaixo.





Com muitas opções de aterragem e muitos cabos à vista, comecei a preocupar me com os ventos de vale, que calculava em torno dos 30km pela eólica e pelo gps. Portanto podia fazer duas coisas, aterrar no meio do vale aonde o vento seria mais forte certamente, ou por detrás do tal nariz, depois da curva que o vale fazia aonde pensei estar abrigado do vento. Lee side, mas talvez nem tanto.

Os últimos 150 metros foram levar porrada até ao chão. Escolhi o maior campo pra aterrar de qualquer maneira, e tive de me desviar para um campo mais atrás depois de levar um fecho qlqr e não contrariar a asa, pois pareceu me bem deixa la um pouco à vontade. Fiz uma razia num choupo (controlada) e dei mais um 180 pra me virar a contra vento. Porrada e mais porrada, um pouco de sorte e provavelmente os inputs certos nos comandos meteram me no chão, aonde somente os últimos 10 metros foram normais..

Depois de aterrar medi o vento entre os 20 e os 46 kmh. bonito... Serve pra aprender a não me meter no cross-aventura-anarca sem perceber como é que funciona o terreno.

http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11831

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