Tuesday, August 16, 2011
Tuesday, March 8, 2011
Monday, July 26, 2010
5 days 5 flights
5 days 5 flights, JLC 2010 - Grindelwald from Nelio Barros on Vimeo.
2010 JLC in Grindelwald.
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Sunday, April 18, 2010
Le tour du lac.
annecy: lake, clouds. from Kinesthesia on Vimeo.
After studying some tracklogs I was able to do Le tour du lac.
Já era a segunda vez que eu ia a annecy com a ideia de fazer o tour du lac, mas na primeira estava tudo encoberto e nem sequer cheguei a descolar.
Subi cedo à boleia para a descolagem, almocei calmamente, preparei o equipamento e só quando vi que já havia gente acima da descolagem parti.
O dia parecia estar a começar lentamente, era visível uma inversão a cerca de 1400m, que me fazia bater no topo da térmica e cair novamente dela. Algumas asas no dent de lanfon indicavam me que já era possível subir mais, mas para tal concerteza eu teria que encostar na montanha. Fui sozinho e encontrei uma térmica que me fez subir e furar a inversão, quando pouco depois algumas asas se juntaram a mim. Subimos até aos 2200, e alguns pilotos partiram em cross, mas numa direcção em que eu não queria seguir, para além de que não os ia conseguir acompanhar, pois estavam a voar em asas de comp.
Vi um piloto a fazer a transição para veyrier, e eu não muito convicto segui na mesma direcção. Parecia me um pouco cedo ainda, mas não queria perder a altitude que tinha ganho e nem ficar no mesmo lugar sem aprender nada.
É em veyrier que apanho sempre as térmicas mais violentas, Cheguei acima dele com cerca de 1500, preocupado em não descer abaixo da inversão. Com alguma paciência e com a ajuda do piloto que tinha seguido a minha frente, consegui encontrar uma térmica que me levou aos 2100. Eu sabia que com 2100 podia chegar acima do Semnoz, tinha feito o tour du lac todo em simulador no google earth, e parti sozinho mas a vislumbrar alguns pilotos já a acabar a travessia de annecy.
A chegada foi fácil, mas depois subir não foi. O Semnoz é um monte flat, coberto por árvores e sem aterragens no topo. Encostei me à direita pra apanhar algum termodinamico, e já tinha começado a escolher um campo para aterrar, quando vejo mais duas asas que tinham partido para a transição atrás de mim. Voltei para me juntar a elas e consegui subir novamente. Notei que as outras asas enrolam muito "aberto" quando chegam ao cimo das térmicas, e comecei a fazer o mesmo. Não creio que seja para optimizar a subida, mas sim pra procurar outros núcleos mais fortes. Segui o caminho e entrei numa grande descendente. Novamente tinha escolhido um campo para aterrar quando apanhei uma nova térmica que me levou para os 1800. Eu já começava a considerar atirar me pra trás, mas ainda estava baixo, por isso resolvi andar por ali até encontrar uma termica que me levasse mais alto, e consegui subir até aos 2000.
Aquele parecia o momento para sair antes que ficasse novamente baixo, e virei costas ao vento. Comecei a ficar preocupado com o rotor do monte, quando apanhei a térmica mais forte do dia que me catapultou para os 2400. Tracei uma linha recta até ao ponto que tinha marcado na crista de Boeufs, aonde tinha avistado uma série de asas a voar em paralelo à crista.
A minha transição fez se directamente do Semnoz até ao outro lado do lago, passando perpendicularmente à crista de Boeufs, e novamente por cima do lago o vento sentia se forte, com vários carneiros à vista.
Aterrei ao lado da estrada, contente pelo voo que tinha feito.
Lições aprendidas:
-Enrolar mais tranquilamente em altitude. As térmicas estão mais definidas e não há necessidade de forçar o centro do núcleo.
-O dia só acaba depois de aterrar,e quando próximo do relevo persistir no zero mantendo até subir em vez de tentar encontrar uma térmica noutro lugar.
-É muito importante voar com uma rota definida. Os meus melhores voos até hoje sempre tinham um goTo no GPS.
-Aprender as particulariedades do terreno no google maps, e "fazer" o voo de outros pilotos no simulador é fundamental para o sucesso no terreno.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo
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Saturday, January 16, 2010
Objectivos 2010
- understand Lee flying.
- participate in at least 2 big competitions (excluding Swiss league weekends)
- Make goal 1 out of 2 times.
- Make a 100k flight (straight line or triangle)
- Make a +6h flight.
Posted by kinesthesia at 4:04 PM 0 comments
Monday, December 7, 2009
SwissLeague
Fui hoje aceite para participar na Swiss League. Para quem não sabe, para além de ser o campeonato CH, é também um campo de "treino". E o primeiro é já em fevereiro.
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Tuesday, July 21, 2009
k de Artik
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Comprei uma artik em segunda mão mas ainda a cheirar a novo, com o primeiro ordenado que recebi, e a experiência do voo livre mudou completamente.
Meti me logo no ar em Annecy para fazer o primeiro voo, e com alguma cautela passei os primeiros 15, 20 minutos a estudar a asa (assimétricos, orelhas, enrolar, etc) até que finalmente subi e me juntei a uma espécie de competição que estava a decorrer lá. Fiz um ou 2 pontos com eles, mas depois atirei me de qualquer maneira para o outro lado do lago, aonde ainda era cedo mas já estava a funcionar. Com o nervosismo de não conhecer a asa, e com um piloto que marrecou por baixo de mim decidi ir aterrar, só pra ver uma série de pilotos 5m depois no mesmo sitio em que eu estava a subir. A lição aqui é observar o sitio pra onde se vai, se tem nuvem ou não tem..
De qualquer forma o voo foi tranquilo, comparado com o segundo e terceiro voos que fiz com a artik, em Sonchaux e Annecy novamente. Literalmente resolvi aterrar vencido pelo cansaço. A asa voa lindamente, mas exige muito em termos de pilotagem. Em annecy foram duas horas de voo, com 2 horas a pilotar, e mal tive tempo pra tirar umas poucas fotos. Em resumo a asa esta me a ensinar a voar novamente, transmite muita informação a que eu não estou habituado, mas além de um ou outro fecho mansinho tem se portado muito bem. No entanto o único pensamento que me passa pela cabeça quando estou no ar é que não sei como é que alguém pilota asas de competição.. Vou assumir que sou muito maçarico e que com o tempo vou me habituar a apanhar no ar..jpg)
Posted by kinesthesia at 10:53 AM 0 comments
Saturday, May 2, 2009
Testing the Niviuk Peak
I tested today the Niviuk Peak at Villeneuve, where they usually make the CEN certification. The occasion was the Testival organized by fly riviera, where we can test as many wings as we want, and I was to test some others (the artik2 for instance) but then the weather got worst and my will to go up again vanished.
Usually I fly a kantega2 (dhv 1/2), and have less then 1h in dhv's 2, but I fly my wing in any condition with confidence. So I was a bit nervous to try the Peak, but as it has only one D in the brakes course, I just thought it would be ok having extra care handling it.
The wing was very easy to inflate, it is super light and not hard to control. I was using the "acro" handlers like I use in my wing (custom made) but their grip was not so good, and my gloves slipped at first. After grabbing it properly I had no problems to inflate and take off.
Conditions were super light, it was about 11h and it was a straight flight to landing field, but it gave me the opportunity to see some of the good behavior the wing has.
The brakes does seem short, but it doesn't take 1/3 to turn the wing as it takes in my kantega (a wing I love as well) so I didnt ever pulled them hard. I started gently with some small induced asymmetrics easy to counter stear (even to over counter steer in cases). Big ears are not hard to come off as well, and she gets really quick in to wing overs (I didn't do proper wing overs I was still respecting the wing a lot).
I decided it was time to try a full collapse, so I gently touched the A's. Hell broke loose, I confess I wasn't prepared for the reaction the wing had after being so kind to me. But it was kind of a sweet hell, I think it only looked worse than it was.
Usually when I full collapse my wing, I have to push hard on the A's in order to make anything happen and the wing always keeps above my head. This time I didn't understand at first why the wing disappeared behind me. I thought for a second it went in deep stall, I remembered I had a reserve, but I quicky released that it made no sense, sinse all I did was to pull the A's, not the breaks. One brief moment after, I saw the wing above me in a horse shoe shape, and I didnt understand why at that time, and then she went in front of me maybe 90º. I calmly controlled it, and it was not a big thing after all, but at first it looked bad.
I landed with a BIG smile, and willing to pilot it in stronger conditions, but I have the conscience it's still a little bit above my level, specially since I just started to fly in the alps this season. (after some years flying in Portugal/spain/brazil)
None the less I loved it =D.
(after landing, I gave some thought on it, and concluded that the wing first went behind me because it was flying so fast, and I just kept momentum, while the wing didn't. The horse shoe was because the wing tips kept flying while the center was collapsed, so it was in a strange form. Then the wing surged in front quickly as it gained speed quick as I was in a slow movement. It was a great learning experience.)
Posted by kinesthesia at 11:04 AM 0 comments
Saturday, April 4, 2009
Verbier 4/4
Cheguei as 9:30 a Verbier e subi o teleférico aonde fiz hora até a "hora do pau" começar. Enquanto o pessoal descolava com vento de costas (calculo que na casa dos 5kmh) eu esperei até ver a primeira asa subir térmica.
Dito; descolagem em alpino por causa da neve et voilá. Subir a primeira térmica do dia até ao tecto acompanhado por algumas asas, e era hora então de me pisgar pra algum lado. Vi uma nuvem fantástica formada à direita, no pico depois de Verbier e fiz uma linha recta até la. Térmica forte (media de 4m/s com picos nos 7, mas sempre super soft)
Subi, voltei, pisguei me pra esquerda e comecei a enrolar com outras asas e com um planador. A ideia agora era fazer um pequeno triângulo picando o cume do outro lado do vale, depois de ter feito tecto aos 3000 atirei me pra lá com um cumulo em vista, embora se estivesse a desformar. Cheguei praticamente sem perder nada e na hora certa pois havia outro ciclo a iniciar (cheguei nessa hora por acaso..) e resolvi voltar novamente para o primeiro pico que tinha feito. Procurei a térmica depois da linha de árvores antes da neve e comecei a enrolar com dois planadores a que foi provavelmente a mais forte do dia.
Foi um voo tenso, tive muito tempo com os músculos presos pela falta de prática de enrolar, ou por algum receio de não conhecer o local, mas senti a me à vontade para explorar pois o dia estava matemático, em cada lugar que eu calculava uma térmica ela estava lá.
Já no topo da térmica e com o vale por trás da descolagem á vista, avistei uma eólica solitária lá em baixo a indicar me que o vento na direcção de casa estava contra, e na casa dos 30km calculados a olhometro. Continuei na direcção do vale para trás sem certeza ainda da opção a tomar entre voltar pra verbier, seguir em direcção a casa ou atirar me pelo vale a fora com vento de costas.
Não quis voltar, nem quis voltar costas ao vento, porque depois ia ter de apanhar um comboio/boleia sabe se lá aonde, e a brincadeira ia acabar por sair cara. Logo fiz uma linha recta ao nariz que divide dois vales, aonde cheguei mais uma vez praticamente sem perder. O plano era bom, a encosta estava contra o sol, e havia uma cadeia de cúmulos formada por cima dela, e até apanhei qlqr coisinha que subia, mas comecei a ficar preocupado com isto e com aquilo (rotores, porque estava no leeside basicamente) Portanto pra evitar isso, resolvi que ia contornar o nariz pelo largo, mais pelo meio do vale, e ai foi uma descendente quase até lá abaixo.
Com muitas opções de aterragem e muitos cabos à vista, comecei a preocupar me com os ventos de vale, que calculava em torno dos 30km pela eólica e pelo gps. Portanto podia fazer duas coisas, aterrar no meio do vale aonde o vento seria mais forte certamente, ou por detrás do tal nariz, depois da curva que o vale fazia aonde pensei estar abrigado do vento. Lee side, mas talvez nem tanto.
Os últimos 150 metros foram levar porrada até ao chão. Escolhi o maior campo pra aterrar de qualquer maneira, e tive de me desviar para um campo mais atrás depois de levar um fecho qlqr e não contrariar a asa, pois pareceu me bem deixa la um pouco à vontade. Fiz uma razia num choupo (controlada) e dei mais um 180 pra me virar a contra vento. Porrada e mais porrada, um pouco de sorte e provavelmente os inputs certos nos comandos meteram me no chão, aonde somente os últimos 10 metros foram normais..
Depois de aterrar medi o vento entre os 20 e os 46 kmh. bonito... Serve pra aprender a não me meter no cross-aventura-anarca sem perceber como é que funciona o terreno.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11831
Posted by kinesthesia at 2:37 PM 0 comments
Sunday, March 15, 2009
Verbier//winter
verbier//winter from Nelio Barros on Vimeo.
Depois de quase um mes sem voar, pois ainda não tinha a asa comigo, fui a Verbier, sitio famoso e com um microclima que permite voar quando noutros lados por aqui não é possivel.
A descolagem fica a 2200 metros ao lado das pistas de ski e com um teleferico directo.
Foi a primeira vez que descolei com neve (quase 30 cm), e não é nada facil com as técnicas de reverso a que estou habituado. Nunca houve uma descolagem em que não fosse capaz de sair de reverso, mas é por isso que a "outra" é chamada alpina. Quando tens 30cm de neve e uma ligeira brisa de costas simplesmente não é possivel correr para trás com velocidade suficiente pra descolar sem cair e rebolar pela neve a dentro. E olhem que eu tentei duas x.
A descolagem a 2200 estava acima do teto do dia, o que significa que por várias vezes estava completamente tapada, e era aqui que entrava uma ligeira brisa de frente. Quando destapava voltava novamente a brisa de costas, portanto a descolagem era um compromisso entre não ver nada, ou correr que nem um doido monte abaixo.
Experimentei a famosa termica de inverno, com picos de +3 em termicas vindas de um solo completamente coberto por neve, e enrolei com algumas aves de rapina.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11369
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11368
Posted by kinesthesia at 3:28 AM 0 comments
Sunday, March 8, 2009
Swiss.009
Swiss.009 from Nelio Barros on Vimeo.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11271
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Thursday, November 13, 2008
Tuesday, July 15, 2008
Castelo de vide 4 manga
Estava definida uma manga de 136 km no briefing, aonde acabariam por chegar 19 pilotos no fim.
Eu descolei bem posicionado e num bom ciclo, com muita gente a marcar as térmicas lá subi ao fim de algum tempo, derivando pra traz cada vez mais aos 1300 com alguns outros pilotos, uma vez que de qualquer das formas não conseguiria chegar novamente à aterragem oficial porcausa do vento forte e da falta de penetração da minha asa.
Subir mais que aquele patamar não se mostrava fácil, mas com alguma facilidade cheguei na linha de Valência de Alcântara, lugar aonde havia aterrado na segunda manga. Aqui a confiança aumentou, e depois de uma grande descendente consegui pela primeira vez subir até aos 2000 e qualquer coisa. Apontado na rota e com alguns pilotos em vista, segui em direcção a uma crista e por cima da estrada, por uma linha que não era das melhores. Perdi muita altura e cheguei na crista tendo lá encontrado mts pássaros e uma asa, mas sempre no zeranço. O erro do voo foi cometido nesta fase, o lugar era um bom gatilho e seria uma questão de paciência esperar no zero até conseguir subir, mas aos cerca de 1100 metros decidi seguir em direcção da baliza, e tentar apanhar a térmica depois da crista pra poder passar uma zona de árvores com poucas aterragens. Apanhei uma grande descendente e com receio de ficar no sotavento entre a primeira crista e a segunda acelerei a fundo, mas a velocidade não era muita. Já baixo, a cerca de uns 700 metros tentei apanhar uma térmica no sotavento de uns lagos, e acabei por apanhar um +1.5 que poderia dar pra subir tendo chegado aos 900, mas o esforço não compensou, e acabei no chão, a uns meros 26km.
Posted by kinesthesia at 11:10 AM 0 comments
Wednesday, June 25, 2008
Castelo de Vide - 2 Manga
A minha primeira manga e primeira experiência de competição.
Consegui ficar bem posicionado na descolagem, à frente e aonde eu queria. Logo após o Start e um Wind dummy subir descolaram todos quem nem loucos, e eu esperei um pouco pra não sair na confusão.
Pela primeira vez subi em Castelo de Vide, depois do Bad Karma que têm sido os meus voos aqui, e no meio da molhada lá subi até aos 1300m. Como não estava ninguém a sair naquela hora, resolvi ficar um pouco mais por ali a engonhar pra ver o que acontecia, acabei por sair pro start a menos altitude do que aquela que estava da primeira vez em direcção ao Marvão.
Fui meio que boiando até lá, aonde cheguei na altura do castelo. Fiz uma ou duas piscinas e consegui subir, queria garantir bem a transição a partir daqui porque não me parecia agradável o sotavento do Marvão com poucas aterragens.
A partir dai comecei a ser ganancioso, e pensei que ia chegar ao golo mas ainda não tinha feito a baliza. Ia mais ou menos na direcção com ela à minha esquerda, e o plano era passar por cima de Valencia de Alcantra, apanhar a ascendente passar na baliza ao mesmo tempo e seguir caminho, mas quando reparei o raio da baliza só tinha 400 metros, que na minha cabeça era uma coisa mais larga. Apontei pro meio dela e a partir dai apanhei uma descendente até ao chão, mas ainda fiz a baliza. Penso que devia ter me antecipado e seguido com a baliza à minha direita pra depois passar por ela com o vento de costas, ou então ter garantido mais altitude, mas acabei por acreditar demais quando não ia assim tão alto e acabei ali a manga.
Soube me a pouco num dia com muita gente no golo, principalmente porque acho que tinha capacidade de lá chegar, mas fica para a próxima.
Posted by kinesthesia at 3:43 PM 0 comments
Wednesday, June 11, 2008
La Parra - 65km
PBLH: 0.2355E+04
CAPE: 0.1536E+02
O meu objectivo neste dia era fazer 50km e tentar ultrapassar as árvores que me impediram o voo anterior. Havia traçado uma rota no gps com 4 ou 5 aldeias, que acabei por abandonar uma vez que todos os outros pilotos seguiram mais a sul, e o plano era irmos em conjunto.
O voo começou com uma quase marreca, aonde acabei por tirar uma térmica potente colado à aterragem que me levou mais depressa lá pra cima que os outros pilotos que estavam a subir na crista.
O Driu (que conhece La Parra como as palmas) mais ou menos aos 1600 atirou se para trás, e desafiou nos no rádio dizendo que a altitude que tínhamos já era suficiente, ao que se seguiu o Saiote e o Jorge. Eu queria ganhar mais logo no inicio para facilitar as primeiras transições que são feitas inteiramente por cima de árvores e com poucas aterragens, afinal altitude é gasolina no tanque. Já na crista por trás, encontrei o Saiote baixo e o Driu a lamber o chão, e fiquei contente por ter subido mais antes. O Saiote apanha um tiro que o faz subir mais rápido do que o tempo que levei a chegar a térmica dele, e a partir dai fiz o voo todo sozinho.
Segui aos 2025m derivando mais para sul para garantir uma rota com aterragens, quando uma descendente gigante deixa me aos 800m, com o sol um pouco mais à minha frente e um monte que dava um bom gatilho, era ali que eu queria subir (15km). Depois de apanhar umas coisas fracas, aos 880m metros mais ou menos apanhei um canhão que não sei bem como deixou me a ver a asa e o chão ao mesmo tempo, mas sem nunca perder pressão na asa nem fechar depois de umas duas ou tres voltas mais violentas estabilizei a coisa e subi novamente até aos 1800.
A partir daqui todo o voo foi feito muito cautelosamente para não ficar tão baixo novamente, sempre enrolando zerinhos para fugir a grandes descendentes. Passado Jerez de los Caballeros (25km) depois de hora e meia de voo (lugar aonde tinha aterrado no ultimo voo para não seguir por um caminho em que eu só via árvores) decidi arriscar pelo meio de um deserto (sem estradas) e tentar chegar a Oliva de la Frontera (37km). Levei mais uma hora para fazer 15 km sempre mantendo uma altitude razoável (entre 1500 e 2100) aonde finalmente os campos arborizados davam lugar à planície alentejana. Nesta altura eu sabia que o Driu e o Jorge estavam à minha frente, calculava a uns 15 km de mim, mas nunca os consegui ver. Segui por cima de uma estrada entre muita sombra sempre a procurar as partes ao sol até Valencia de Mombuey (52km) a ultima aldeia antes da fronteira. A esta altura já tinha conseguido o meu objectivo do dia dos 50km, e queria conseguir passar a fronteira e fazer mais 20km para tentar alcançar os 70km que tenho como objectivo fazer este ano. Neste ponto resolvi para tentar fazer mais km avançar com La Parra a 180º na direção para onde seguia de forma a tentar fazer mais km, mas à minha frente já havia demasiada sombra e eu com receio de esperar mais tempo decidi seguir e tentar a sorte por cima de uma floresta ao lado de Amareleja (63km) que eu apostava dar térmica. Não aconteceu, ainda tentei sobreviver por cima de um campo com painéis solares, mas a térmica estava muito partida e acabei por ir para o chão aos 65km. Fiz o voo todo sem usar acelerador (só nas descendentes) e muito devagar para conseguir ultrapassar as partes com pouca aterragem.
Atingi os meus objectivos mas não fiquei completamente satisfeito porque o dia tinha potencial para bastante mais. 65km de voo farofa; o meu record até agora mas com sabor a pouco (faltaram 5km).
65.4km em 3:23h
Tracklog aqui
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Sunday, June 8, 2008
La Parra - 28.8km
PBLH: 0.2411E+04
O primeiro voo em La Parra, correu bem por vários motivos. Depois de subir até aos 2000, houve um compasso de espera para ver se mais alguém do grupo de tugas que foi pra lá saía pra distancia, como ninguém tomava iniciativa tive de decidir. Tinha um objectivo modesto delineado no inicio do dia uma vez que não conhecia o local. Jerez de los Caballeros, a 27 km da deco e que ficava na direcção do vento. Fiz uma pequena análise do local e dos voos feitos no google earth, e preparei me para o voo.
Na primeira transição que fiz a derivar num zero enrolando devagar, e sempre esperando que alguém me apanhasse, vi uma vila ao fundo que pensava ser o meu objectivo aonde chegava com facilidade. Qual o espanto quando vejo no GPS que afinal não era aquela, mas ainda estava bastante longe. O dia estava bastante clássico na minha opinião, térmica seguida de descendente (que eu teimo em acreditar que não existe no sotavento da térmica) e o voo todo entre os 1000 e os 2000 sem muito trabalho. A certo ponto tive duas hipóteses, uma em que via muitos descampados e poucas estradas a sul, e outro com muito verde (árvores) a sudoeste, na direcção de volta a casa. Optei pela segunda pela facilidade da recolha e com esperança de que não via descampados por estar pelos 1000 metros, aos 2000 a perspectiva ia me permitir ver campos abertos mas afinal não. Ainda fiz um bocado em contra vento e tive de abortar o voo com bastante altitude pois não tinha mais opções de pouso a partir dali.
Fiquei satisfeito com o objectivo cumprido, mas o trabalho de casa foi mal feito na procura de rotas pelo google earth, que facilmente me podia ter permitido mais km.
28.8 km em 2:18:27
Tracklog aqui
Posted by kinesthesia at 4:09 AM 0 comments
Monday, June 2, 2008
1º Estágio Team AVLS 2008
No meio de previsões meteo muito más, decidimos arriscar no que ia ser o primeiro estágio com o apoio do Psicólogo Desportivo que o clube contratou para nós esta época.
Logo no inicio uma pane completa no vário que tive de resolver durante o briefing, ajudando muito a desconcentração para o voo. Acabei por aterrar num terreno com porcos, numa aterragem improvisada depois de uma descendente com vento de frente que não me deixou chegar até à official.
Dois dias voados em quatro no sul de Espanha (Algodonales e El Bosque), sempre com vento muito forte focalizando o trabalho no uso do acelerador.
1º dia:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=7256
3º dia:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=7257
Aqui ficam os vídeos do Paulo Reis para ilustrar:
Posted by kinesthesia at 3:14 AM 0 comments
Monday, May 12, 2008
Vendo material.
Selling wing and harness.
Up Kantega 2 de 2007. (DHV 1-2)~
Tamanho S
Sempre dobrada em concertina
Está a venda porque vou comprar uma DHV2
38 voos. (cerca de 63 horas)
E uma sellet Up Everest M de 2006
também em excelente estado.
Contacto traviz (@) netcabo (ponto) pt
Posted by kinesthesia at 8:52 AM 0 comments
Castelo de Vide 2008
Já está no ar o site da primeira prova do campeonato português de parapente 2008.
Desta vez eu fui o responsável por criar a imagem e o site do evento que podem visitar abaixo:
Agora é so preparar as baterias para aquela que vai ser a minha primeira competição em parapente.
Posted by kinesthesia at 7:27 AM 3 comments
Thursday, May 1, 2008
Azinha, o resumo dos erros.
Tracklog:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6376
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6377
PBLH: 0.1952E+04
05 de Abril 2008
As decisões precipitadas:
No primeiro voo em que cai pro vale de Manteigas, eu desde o topo da primeira térmica que havia vindo com o Paulo Nunes por cima da crista. E já ai cometi um erro. O dia era de vento quase zero, mas no entanto haviam ali umas brisas locais, o que me levou a interpretar tudo como se houvesse vento. Fiz o voo todo a contar com uma deriva da térmica que provavelmente não existia.
Em vez de ter feito a crista mais do lado do Sol, fiz mais do lado da sombra a contar com a tal deriva.
A precipitação que me fez ir para o chão foi não esperar subir mais para continuar em frente.
O dia tava difícil nessa hora, e não se passava dos 1900. Eu tava nos 1700 e como o P Nunes seguiu pela crista um pouco mais alto que eu eu resolvi ir também Ele do lado certo da crista apanhou uma térmica que o levou mais pra cima ainda, e eu pensei que mais à frente apanharia também Não apanhei, e vi me do lado errado da crista a cair. Já não dava pra voltar pro certo porque tinha vento de frente e fui por ali abaixo que nem um desalmado.
Moral -> mais vale voltar um pouco e tentar subir mais aonde sabes que sobe do que ir pra frente que nem um parvinho crente.
Aterrei com alguma violência em Manteigas a -2 e decidi não voar mais nesse dia. Ainda por cima o Miguel disse pra eu arranjar uma boleia pra baixo. Por acaso arranjei mesmo, e fiquei sentado cabisbaixo em frente aos belgas. Quando passa a carrinha, resolvi ir pra cima, e fui pro segundo voo.
Térmica limpinha da deco até aos 3400. Subi a com o Nuno Virgílio, que se pos a andar mais rápido do que eu era capaz de o acompanhar, e quando o perdi pensei que ele tivesse seguido naquela direcção (sudoeste sensivelmente pra fora da serra).
Eu numa de tentar fazer km, segui também. Passei por Linhares que tinha o vento de lado e resolvi não ir lá fazer nada, e nunca mais peguei nenhuma ascendente.
Moral -> A gulodice paga se caro. Se eu tivesse ficado na serra e ido até à torre de novo tinha feito um triângulo bem jeitoso.
Total: 16 km em 53 minutos.
track:
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=6375
CAPE: 0.3456E+02
PBLH: 0.2766E+04
06 de Abril:
A previsão era descambar, por isso o meu pensamento era descolar o quanto antes.
Já com um cumulo enorme por cima da deco, eu lanço me pouco depois do saiote e de outro alemão. O Lacerda tava a fazer doce na descolagem, eu devia ter desconfiado...
Não aprendendo com a moral do dia anterior e com medo da nuvem, não só descolei demasiado cedo (quase hora e meia antes do Lacerda) como uma vez no topo e baixo (1900) lancei me pro XC outra vez. Por pouco não conseguia chegar na crista que fica antes de Gonçalo, e ai insisti um pouco e subi uns 200 metros mas já era tarde. Não estava nada a funcionar e apanhei uma descendente contra o vento em direcção à aterragem que eu tinha definido. Passado cerca de 20 minutos vejo 4 manos estratósfericos a passar por cima de mim.
Moral -> que raio. é pra aprender.
Total: 9,8km em 1:03
Agora aposto que no próximo voo vou ficar a engonhar até não dar pra descolar.
Posted by kinesthesia at 6:51 AM 0 comments
