Cheguei as 9:30 a Verbier e subi o teleférico aonde fiz hora até a "hora do pau" começar. Enquanto o pessoal descolava com vento de costas (calculo que na casa dos 5kmh) eu esperei até ver a primeira asa subir térmica.
Dito; descolagem em alpino por causa da neve et voilá. Subir a primeira térmica do dia até ao tecto acompanhado por algumas asas, e era hora então de me pisgar pra algum lado. Vi uma nuvem fantástica formada à direita, no pico depois de Verbier e fiz uma linha recta até la. Térmica forte (media de 4m/s com picos nos 7, mas sempre super soft)
Subi, voltei, pisguei me pra esquerda e comecei a enrolar com outras asas e com um planador. A ideia agora era fazer um pequeno triângulo picando o cume do outro lado do vale, depois de ter feito tecto aos 3000 atirei me pra lá com um cumulo em vista, embora se estivesse a desformar. Cheguei praticamente sem perder nada e na hora certa pois havia outro ciclo a iniciar (cheguei nessa hora por acaso..) e resolvi voltar novamente para o primeiro pico que tinha feito. Procurei a térmica depois da linha de árvores antes da neve e comecei a enrolar com dois planadores a que foi provavelmente a mais forte do dia.
Foi um voo tenso, tive muito tempo com os músculos presos pela falta de prática de enrolar, ou por algum receio de não conhecer o local, mas senti a me à vontade para explorar pois o dia estava matemático, em cada lugar que eu calculava uma térmica ela estava lá.
Já no topo da térmica e com o vale por trás da descolagem á vista, avistei uma eólica solitária lá em baixo a indicar me que o vento na direcção de casa estava contra, e na casa dos 30km calculados a olhometro. Continuei na direcção do vale para trás sem certeza ainda da opção a tomar entre voltar pra verbier, seguir em direcção a casa ou atirar me pelo vale a fora com vento de costas.
Não quis voltar, nem quis voltar costas ao vento, porque depois ia ter de apanhar um comboio/boleia sabe se lá aonde, e a brincadeira ia acabar por sair cara. Logo fiz uma linha recta ao nariz que divide dois vales, aonde cheguei mais uma vez praticamente sem perder. O plano era bom, a encosta estava contra o sol, e havia uma cadeia de cúmulos formada por cima dela, e até apanhei qlqr coisinha que subia, mas comecei a ficar preocupado com isto e com aquilo (rotores, porque estava no leeside basicamente) Portanto pra evitar isso, resolvi que ia contornar o nariz pelo largo, mais pelo meio do vale, e ai foi uma descendente quase até lá abaixo.
Com muitas opções de aterragem e muitos cabos à vista, comecei a preocupar me com os ventos de vale, que calculava em torno dos 30km pela eólica e pelo gps. Portanto podia fazer duas coisas, aterrar no meio do vale aonde o vento seria mais forte certamente, ou por detrás do tal nariz, depois da curva que o vale fazia aonde pensei estar abrigado do vento. Lee side, mas talvez nem tanto.
Os últimos 150 metros foram levar porrada até ao chão. Escolhi o maior campo pra aterrar de qualquer maneira, e tive de me desviar para um campo mais atrás depois de levar um fecho qlqr e não contrariar a asa, pois pareceu me bem deixa la um pouco à vontade. Fiz uma razia num choupo (controlada) e dei mais um 180 pra me virar a contra vento. Porrada e mais porrada, um pouco de sorte e provavelmente os inputs certos nos comandos meteram me no chão, aonde somente os últimos 10 metros foram normais..
Depois de aterrar medi o vento entre os 20 e os 46 kmh. bonito... Serve pra aprender a não me meter no cross-aventura-anarca sem perceber como é que funciona o terreno.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11831
Saturday, April 4, 2009
Verbier 4/4
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Sunday, March 15, 2009
Verbier//winter
verbier//winter from Nelio Barros on Vimeo.
Depois de quase um mes sem voar, pois ainda não tinha a asa comigo, fui a Verbier, sitio famoso e com um microclima que permite voar quando noutros lados por aqui não é possivel.
A descolagem fica a 2200 metros ao lado das pistas de ski e com um teleferico directo.
Foi a primeira vez que descolei com neve (quase 30 cm), e não é nada facil com as técnicas de reverso a que estou habituado. Nunca houve uma descolagem em que não fosse capaz de sair de reverso, mas é por isso que a "outra" é chamada alpina. Quando tens 30cm de neve e uma ligeira brisa de costas simplesmente não é possivel correr para trás com velocidade suficiente pra descolar sem cair e rebolar pela neve a dentro. E olhem que eu tentei duas x.
A descolagem a 2200 estava acima do teto do dia, o que significa que por várias vezes estava completamente tapada, e era aqui que entrava uma ligeira brisa de frente. Quando destapava voltava novamente a brisa de costas, portanto a descolagem era um compromisso entre não ver nada, ou correr que nem um doido monte abaixo.
Experimentei a famosa termica de inverno, com picos de +3 em termicas vindas de um solo completamente coberto por neve, e enrolei com algumas aves de rapina.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11369
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11368
Posted by kinesthesia at 3:28 AM 0 comments
Sunday, March 8, 2009
Swiss.009
Swiss.009 from Nelio Barros on Vimeo.
http://www.xcportugal.com/modules.php?name=leonardo&op=show_flight&flightID=11271
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Thursday, November 13, 2008
Tuesday, July 15, 2008
Castelo de vide 4 manga
Estava definida uma manga de 136 km no briefing, aonde acabariam por chegar 19 pilotos no fim.
Eu descolei bem posicionado e num bom ciclo, com muita gente a marcar as térmicas lá subi ao fim de algum tempo, derivando pra traz cada vez mais aos 1300 com alguns outros pilotos, uma vez que de qualquer das formas não conseguiria chegar novamente à aterragem oficial porcausa do vento forte e da falta de penetração da minha asa.
Subir mais que aquele patamar não se mostrava fácil, mas com alguma facilidade cheguei na linha de Valência de Alcântara, lugar aonde havia aterrado na segunda manga. Aqui a confiança aumentou, e depois de uma grande descendente consegui pela primeira vez subir até aos 2000 e qualquer coisa. Apontado na rota e com alguns pilotos em vista, segui em direcção a uma crista e por cima da estrada, por uma linha que não era das melhores. Perdi muita altura e cheguei na crista tendo lá encontrado mts pássaros e uma asa, mas sempre no zeranço. O erro do voo foi cometido nesta fase, o lugar era um bom gatilho e seria uma questão de paciência esperar no zero até conseguir subir, mas aos cerca de 1100 metros decidi seguir em direcção da baliza, e tentar apanhar a térmica depois da crista pra poder passar uma zona de árvores com poucas aterragens. Apanhei uma grande descendente e com receio de ficar no sotavento entre a primeira crista e a segunda acelerei a fundo, mas a velocidade não era muita. Já baixo, a cerca de uns 700 metros tentei apanhar uma térmica no sotavento de uns lagos, e acabei por apanhar um +1.5 que poderia dar pra subir tendo chegado aos 900, mas o esforço não compensou, e acabei no chão, a uns meros 26km.
Posted by kinesthesia at 11:10 AM 0 comments
Wednesday, June 25, 2008
Castelo de Vide - 2 Manga
A minha primeira manga e primeira experiência de competição.
Consegui ficar bem posicionado na descolagem, à frente e aonde eu queria. Logo após o Start e um Wind dummy subir descolaram todos quem nem loucos, e eu esperei um pouco pra não sair na confusão.
Pela primeira vez subi em Castelo de Vide, depois do Bad Karma que têm sido os meus voos aqui, e no meio da molhada lá subi até aos 1300m. Como não estava ninguém a sair naquela hora, resolvi ficar um pouco mais por ali a engonhar pra ver o que acontecia, acabei por sair pro start a menos altitude do que aquela que estava da primeira vez em direcção ao Marvão.
Fui meio que boiando até lá, aonde cheguei na altura do castelo. Fiz uma ou duas piscinas e consegui subir, queria garantir bem a transição a partir daqui porque não me parecia agradável o sotavento do Marvão com poucas aterragens.
A partir dai comecei a ser ganancioso, e pensei que ia chegar ao golo mas ainda não tinha feito a baliza. Ia mais ou menos na direcção com ela à minha esquerda, e o plano era passar por cima de Valencia de Alcantra, apanhar a ascendente passar na baliza ao mesmo tempo e seguir caminho, mas quando reparei o raio da baliza só tinha 400 metros, que na minha cabeça era uma coisa mais larga. Apontei pro meio dela e a partir dai apanhei uma descendente até ao chão, mas ainda fiz a baliza. Penso que devia ter me antecipado e seguido com a baliza à minha direita pra depois passar por ela com o vento de costas, ou então ter garantido mais altitude, mas acabei por acreditar demais quando não ia assim tão alto e acabei ali a manga.
Soube me a pouco num dia com muita gente no golo, principalmente porque acho que tinha capacidade de lá chegar, mas fica para a próxima.
Posted by kinesthesia at 3:43 PM 0 comments
Wednesday, June 11, 2008
La Parra - 65km
PBLH: 0.2355E+04
CAPE: 0.1536E+02
O meu objectivo neste dia era fazer 50km e tentar ultrapassar as árvores que me impediram o voo anterior. Havia traçado uma rota no gps com 4 ou 5 aldeias, que acabei por abandonar uma vez que todos os outros pilotos seguiram mais a sul, e o plano era irmos em conjunto.
O voo começou com uma quase marreca, aonde acabei por tirar uma térmica potente colado à aterragem que me levou mais depressa lá pra cima que os outros pilotos que estavam a subir na crista.
O Driu (que conhece La Parra como as palmas) mais ou menos aos 1600 atirou se para trás, e desafiou nos no rádio dizendo que a altitude que tínhamos já era suficiente, ao que se seguiu o Saiote e o Jorge. Eu queria ganhar mais logo no inicio para facilitar as primeiras transições que são feitas inteiramente por cima de árvores e com poucas aterragens, afinal altitude é gasolina no tanque. Já na crista por trás, encontrei o Saiote baixo e o Driu a lamber o chão, e fiquei contente por ter subido mais antes. O Saiote apanha um tiro que o faz subir mais rápido do que o tempo que levei a chegar a térmica dele, e a partir dai fiz o voo todo sozinho.
Segui aos 2025m derivando mais para sul para garantir uma rota com aterragens, quando uma descendente gigante deixa me aos 800m, com o sol um pouco mais à minha frente e um monte que dava um bom gatilho, era ali que eu queria subir (15km). Depois de apanhar umas coisas fracas, aos 880m metros mais ou menos apanhei um canhão que não sei bem como deixou me a ver a asa e o chão ao mesmo tempo, mas sem nunca perder pressão na asa nem fechar depois de umas duas ou tres voltas mais violentas estabilizei a coisa e subi novamente até aos 1800.
A partir daqui todo o voo foi feito muito cautelosamente para não ficar tão baixo novamente, sempre enrolando zerinhos para fugir a grandes descendentes. Passado Jerez de los Caballeros (25km) depois de hora e meia de voo (lugar aonde tinha aterrado no ultimo voo para não seguir por um caminho em que eu só via árvores) decidi arriscar pelo meio de um deserto (sem estradas) e tentar chegar a Oliva de la Frontera (37km). Levei mais uma hora para fazer 15 km sempre mantendo uma altitude razoável (entre 1500 e 2100) aonde finalmente os campos arborizados davam lugar à planície alentejana. Nesta altura eu sabia que o Driu e o Jorge estavam à minha frente, calculava a uns 15 km de mim, mas nunca os consegui ver. Segui por cima de uma estrada entre muita sombra sempre a procurar as partes ao sol até Valencia de Mombuey (52km) a ultima aldeia antes da fronteira. A esta altura já tinha conseguido o meu objectivo do dia dos 50km, e queria conseguir passar a fronteira e fazer mais 20km para tentar alcançar os 70km que tenho como objectivo fazer este ano. Neste ponto resolvi para tentar fazer mais km avançar com La Parra a 180º na direção para onde seguia de forma a tentar fazer mais km, mas à minha frente já havia demasiada sombra e eu com receio de esperar mais tempo decidi seguir e tentar a sorte por cima de uma floresta ao lado de Amareleja (63km) que eu apostava dar térmica. Não aconteceu, ainda tentei sobreviver por cima de um campo com painéis solares, mas a térmica estava muito partida e acabei por ir para o chão aos 65km. Fiz o voo todo sem usar acelerador (só nas descendentes) e muito devagar para conseguir ultrapassar as partes com pouca aterragem.
Atingi os meus objectivos mas não fiquei completamente satisfeito porque o dia tinha potencial para bastante mais. 65km de voo farofa; o meu record até agora mas com sabor a pouco (faltaram 5km).
65.4km em 3:23h
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Posted by kinesthesia at 7:11 AM 0 comments
